o-cancioneiro:

"é isso: a vida grita pelos cantos."

A gente tem é que sentir arrepios na vida. Aquela coisinha boa dizendo que você está no caminho certo, que é aquilo mesmo e as coisas estão fluindo. Pobre de quem não sente arrepios e não comemora em silêncio consigo mesmo enquanto tudo se encaminha. Pode ser uma arrepio de amor, realização, surpresa, expectativa, não interessa. Arrepios são um aviso: estamos vivos! E prontinhos para sentirmos e sermos felizes. Arrepios, daqueles que levantam todos os nossos pelos, são a maior demonstração de como o nosso coração gosta de sorrir.
Camila Costa.   (via icanfixyou)

entre todos os copos de café da madrugada, faço nota mental: Parar de pensar -  quanto mais racionalizamos mais rápido tendemos a pensar, não existe um meio termo pra esse desequilíbrio. Pensar não é uma balança, é mais como um atropelo de idéias, umas derrubam as outras freneticamente até que estejam exaustas demais, e a mais forte sobreviva - enquanto você morre.

Eles estão soltando balões no céu. Você acredita nisso? Balões japoneses são um símbolo de deixar o passado. Bem, aqui vai uma novidade.. Nós não somos japoneses. Sabe o que eles são? Crianças. Como se acender velas vai fazer tudo ficar bem. Ou até mesmo rezar, ou fingir que a Elena não vai terminar assim como o resto de nós vampiros assassinos. Idiota, desiludida desesperada pequena criança. Eu sei o que você vai dizer. Faz sentir melhor, Damon. E daí? Por quanto tempo? Um minuto? Um dia? Qual diferença isso faz? Porque no final, quando você perde alguém, todas as velas, todas as orações, não vão mudar o fato que a única coisa que você deixou é um buraco na sua vida onde aquela pessoa que você se importava costumava estar. E uma pedra com uma data de nascimento gravada, que eu tenho certeza que está errada. Então, obrigado, amigo. Obrigado por me deixar aqui de babá porque eu deveria estar aí também. Não consegui a garota. Lembra? Eu estou preso aqui brigando com o meu irmão e cuidando das crianças. Você me deve muito.
Alaric: Sinto sua falta também, amigo
The vampire Diaries.  (via procenio)
Ninguém sabe o ritmo do meu coração, o que eu faço quando estou deitada na escuridão e o mundo está adormecido. Eu acho que ninguém sabe.
— Nobody knows, Pink
Sábio foi o homem que escolheu o silêncio como forma de discussão. O silêncio é o argumento dos sábios. Certas coisas não valem as palavras, ou até mesmo os gritos. Certas coisas são tão insignificantes que não valem um espaço no pensamento, nem mesmo um pouco de raiva. Como uma crítica mal feita, mal elaborada. Certas coisas não valem o esforço de uma atitude drástica. Sábio é aquele que escolhe o silêncio como arma. Na madrugada gelada o silêncio é o cobertor dos mendigos. Na tarde chuvosa o silêncio é som da leitura. O silêncio é uma oração, um credo, um amém. O silêncio é desespero, é calmaria, é tempestade, é garoa; O silêncio é o livro dos sábios, é o professor da criança psicopata e o amigo do escritor romancista. O silêncio é a guerra interna que acontece dentro de mim.
Trovador  (via insuquir)

Egoísmo

florvazia:

Sinto falta de você.

Mas o que sinto falta é de tudo o que é seu e me falta. Sinto falta de minhas faltas que em você não faltam. Sinto falta do que eu gostaria de ser e que você já é. Estranho jeito de carecer, de parecer amor. Hoje, neste ímpeto de honestidade que me faz dizer, eu descobri minhas carências inconfessáveis que insisto em manter veladas. Acessei o baú de minhas razões inconscientes e descobri um motivo para não continuar mentindo. Hoje eu quero lhe confessar o meu não amor, mesmo que pareça ser. Eu não tenho o direito de adentrar o seu território com o objetivo de lhe roubar a escritura. Amor só vale a pena se for para ampliar o que já temos. Você era melhor antes de mim, e só agora posso ver. Nessa vida de fachadas tão atraentes e fascinantes; nestes tempos de retirados e retirantes, sequestrados e sequestradores, a gente corre o risco de não saber exatamente quem somos. Mas o tempo de saber já chegou. Não quero mais conviver com meu lado obscuro, e, por isso, ouso direcionar meus braços na direção da dose de honestidade que hoje me cabe. Hoje quero lhe confessar meu egoísmo. Quem sabe assim eu possa ainda que por um instante amar você de verdade. Perdoe-me se meu amor chegou tarde demais, se meu querer bem é inoportuno e em hora errada. É que hoje eu quero lhe confessar meu desatino, meu segredo tão desconcertante:


Ao dizer que sinto falta de você, eu sinto falta é de mim mesmo.

- Padre Fábio de Melo, trecho do livro “Quem me roubou de mim?”.